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Dinis Pinheiro defende união de forças para o desenvolvimento do Estado

Em Diamantina, ex-presidente da Assembleia Legislativa participou
de encontro da Associação das Câmaras Municipais e Vereadores
 
 
O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Dinis Pinheiro, participou, nessa sexta-feira (18/08), em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, do Encontro do Desenvolvimento, realizado pela Associação das Câmaras Municipais e Vereadores (Acam). Ao falar para cerca de 200 vereadores de dezenas de cidades presentes no evento, Dinis destacou a importância da atuação do Legislativo para construir uma sociedade melhor e ressaltou o papel fundamental do vereador, por esse estar mais próximo e vivenciar mais de perto o dia a dia da vida das pessoas.
 
“Vocês são mobilizadores de vontades. Essa é a grandeza da vida política, e a política está aí, por Minas e pelo Brasil afora, suplicando um novo padrão ético e moral. E o vereador tem um papel vital na boa política e na vida de cada um de nós, sempre devotando respeito aos cidadãos”.
A Acam foi criada em março deste ano e é presidida pelo vereador João Marcos (PSL), presidente da Câmara Municipal de Conceição do Mato Dentro (região Central do Estado). A associação surgiu com o intuito de dar suporte ao Poder Legislativo municipal. A Acam possui 64 câmaras municipais associadas e pretende chegar a 100 câmaras até o fim do ano. O objetivo da entidade é promover cada vez mais a integração participativa para fomentar novos negócios, gerando renda e desenvolvimento.
 
“Minas Gerais está precisando disso, de coragem, decisão e atitudes. A Acam mostra patriotismo e responsabilidade com o bem comum, e vem referendar o papel importante do vereador na vida de cada um de nós. Quero aqui abraçar e parabenizar todas as vereadoras e vereadores por esse papel, essa responsabilidade. Vocês estão demonstrando maturidade e responsabilidade com Minas e, claro, preparando o estado para construir um futuro diferente, empolgante e revestido de riqueza, prosperidade e justiça”, enfatizou Dinis Pinheiro. Ele afirmou acreditar sempre que atitudes como essa, de união, mudam para melhor a vida de todos. Para o ex-presidente da ALMG, a soma de esforços faz todos crescerem juntos.
 
“Tenho andado muito por Minas e tenho conversado muito com os mineiros para construirmos algo diferente, para encontrarmos caminhos de oportunidades para todos. É por isso que estou aqui, para me juntar a essa causa de vocês, para ser solidário a 1,2 milhão de mineiros que estão desempregados. Acredito muito que as pessoas de bem vão vencer, porque o bem sempre vence”, disse Dinis.
 
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Dinis Pinheiro vai a Nova Serrana e ouve diversas reclamações sobre a atuação do governo do Estado no município

Em visita à feira de calçados da cidade e em conversas com a população, Dinis constatou que as principais queixas são nas áreas de segurança e saúde. Só em Nova Serrana, o atual Governo Estadual deve quase R$ 4 mi para a saúde desde 2015.

 

O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Dinis Pinheiro (PP), esteve em Nova Serrana (Centro-Oeste do Estado), nessa terça-feira (15/08), para encontros com lideranças locais e para visitar a 20ª Fenova (Feira de Calçados de Nova Serrana), a maior feira do setor em Minas Gerais. Durante encontro com vereadores na Câmara Municipal, organizado pelo vereador Willian Barcelos (PTB),entrevistas em rádios da cidade e conversas com empreendedores e população na feira de calçados, Dinis ouviu de forma unânime que o atual governo de Minas abandonou Nova Serrana, principalmente na saúde e na segurança pública.

            “Tenho andado muito por Minas Gerais e tenho identificado em todos os cantos, e por todos os mineiros, que o atual governo do Estado está usando e abusando dos municípios e ainda faz propaganda enganosa. Estava olhando alguns números e fiquei triste. O atual governo está devendo aos mineiros, só na área da saúde, cerca de R$ 5 bilhões. Só aqui em Nova Serrana, a atual administração estadual já deixou de repassar quase R$ 4 milhões para a saúde”, ressaltou Dinis ao ficar inconformado com a incapacidade administrativa e falta de organização no Executivo estadual.

“Enquanto as pessoas estão nos hospitais e postos de saúde precisando de atendimento, sem poder esperar, existem secretários de Estado recebendo R$ 60 mil, R$ 70 mil de salário, diretor de empresa pública como a Codemig ganhando R$ 92 mil por mês. Não é assim que construímos uma Minas diferente, uma Minas feliz. Esse é o retrato da falta de capacidade, sensibilidade e até da falta de caráter do atual governo  com os mineiros. Por tudo isso, por toda essa irresponsabilidade, o atual governo colocou Minas Gerais na UTI”, enfatizou Dinis ao comentar também sobre a segurança pública, uma das principais reclamações ouvidas em Nova Serrana.

“Estou observando aqui que um dos grandes gargalos e desafios da cidade é a questão da segurança. Em Minas Gerais, por exemplo, houve um incremento no registro de roubos de mais de 34% nos últimos anos, e em Nova Serrana o índice é superior. Isso tem desafiado. É fundamental que o governo de Minas e o governo federal ajudem. A violência está amedrontando as famílias mineiras. Isso é inadmissível”.

 

Fenova

Entre os dias 15 e 17 de agosto deste ano, o Centro de Convenções de Nova Serrana recebe a 20ª Fenova. O evento proporciona compradores e expositores manterem uma proximidade que possibilita melhores negócios e atendimento personalizado.

Durante a feira, serão apresentados os lançamentos das coleções primavera verão 2018 para lojistas, representantes comerciais e exportadores, através de produtos de qualidade e preços competitivos que estarão nas vitrines de todo o país. Diversas empresas participam do evento, reunindo cerca de 200 marcas de calçados em um só lugar.

Realizada semestralmente pelo Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Calçados de Nova Serrana (Sindinova), a feira se consolida a cada edição como fomentadora do desenvolvimento do polo calçadista de Nova Serrana.

Com cerca de 1.200 fábricas de calçados e uma produção de aproximadamente 105 milhões de pares por ano, o polo gera cerca de 42 mil empregos entre diretos e indiretos e se destaca a cada ano no cenário nacional. Os principais destinos de vendas dos produtos fabricados no polo de Nova Serrana são para São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O mercado externo também é comprador. Cerca de 10% da produção é exportada para países da América do Sul.

“Apesar de todas as reclamações e reivindicações que os nova-serranenses fazem com todo o direito, o município tem um povo trabalhador, empreendedor e qualificado. Quem visita Nova Serrana e ver esse pólo calçadista extraordinário percebe que a cidade é vocacionada para gerar riquezas e oportunidades. É com essa motivação que Nova Serrana irá ajudar a reconstruir nosso Estado”, destacou Dinis Pinheiro.

 

Crédito fotos: Ascom/Dinis Pinheiro

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Saúde em Minas está na UTI, afirma Dinis

“ O atual governo estadual colocou a saúde dos mineiros na UTI", afirma Dinis em visita ao Sul de Minas .
O ex-presidente da ALMG, Dinis Pinheiro (PP), esteve nesta quarta-feira (09/08) em Varginha, Sul do Estado.
Dívida do governo estadual com a cidade é de R$14 mi 
 
        Referência em atendimento oncológico, a Fundação Hospitalar do Município de Varginha – Hospital Bom Pastor  recebe pacientes de 198 municípios para tratamento de químio e radioterapia, mas o hospital enfrenta graves problemas por conta dos repasses insuficientes do Estado. Atualmente, a dívida do estado com a instituição é de R$ 1,2 milhão. O hospital recebeu nesta quarta-feira (09) a visita de autoridades e lideranças. 
     
O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Dinis Pinheiro (PP), conheceu o setor de oncologia do hospital Bom Pastor, acompanhado do deputado estadual Dilzon Melo (PTB) e de lideranças da região. Eles foram recebidos pelo secretário de Saúde de Varginha, Mário Terra, pela diretora-geral do hospital, Regina Siqueiras, e pela coordenadora do setor de oncologia, Jussemara Venturee.
     
Atualmente, o hospital Bom Pastor tem um teto de R$ 980 mil de repasse do Governo do Estado. No entanto, devido ao volume de atendimentos, os custos do setor ultrapassam mensalmente esse limite, valor que não vem sendo coberto pelo Governo Durante a visita, Dinis Pinheiro constatou o descaso do atual Governo Estadual com a Saúde.  
   
"Somente em Varginha, a dívida do Estado com a prefeitura apenas na área da saúde é de R$ 14 milhões. É preciso eficência para vencer a crise, fazer o dinheiro público valer, parar de gastar com o privilégio de poucos e começar a investir nos direitos de muitos. A falta de prioridade e eficiência desse atual governo colocou a saúde dos mineiros na UTI", afirmou Dinis.
     Devido à urgência por verbas, a Câmara Municipal de Varginha cortou cerca de R$ 1 milhão de seus recursos orçamentários e solicitou a prefeitura que repassasse os valores ao hospital.
 
Solidariedade
 
Dinis e Dilzon conheceram, ainda no hospital, O grupo Um Fio de Esperança, formado por voluntários da região, que leva apoio e alegria aos pacientes.  
"Os funcionários do hospital Bom pastor assim como as lideranças e os voluntários que abraçam esta causa são exemplos de dedicação, esforço e solidariedade na luta para salvar vidas”, ressaltou o deputado Dilzon Melo.
Vida Nova
 
Ainda em Varginha Dinis Pinheiro conheceu o projeto Vida Nova - ASVIN que presta assistência a dependentes químicos e foi recentemente declarada entidade de utilidade pública, pelo Parlamento Mineiro.
 
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Dinis Pinheiro conhece a Casa da Esperança de Ipatinga

“Uma verdadeira lição de vida, que nos emociona e mostra que podemos fazer sempre mais e melhor”. Assim o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Dinis Pinheiro, definiu sua visita em Ipatinga à Casa da Esperança, entidade que acolhe cerca de 140 pessoas com deficiência. 
 
 
Dinis acompanhou o presidente da Usiminas, Sérgio Leite, e o ex-deputado estadual Luiz Carlos Miranda, conselheiro da companhia, em uma série de agendas no município do Vale do Aço.
 
Ele aproveitou para parabenizar pelo trabalho a Tia Lúcia, responsável pela entidade fundada para cuidar de 5 crianças e que, hoje, ao atender 140 crianças, jovens adultos e idosos carentes, é referência de trabalho social na região. 
 
Idosos
 
Dinis também esteve no Conselho Central de Ipatinga da Sociedade São Vicente de Paulo, organização internacionalmente reconhecida pelo seu trabalho junto a idosos carentes. Na cidade do aço, Dinis foi recebido por Ezio Nonato, coordenador do conselho local, e outros colaboradores da entidade. 
 
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Dinis Pinheiro participa de encontro com 70 lideranças no Vale do Aço

Ex-presidente da ALMG acompanhou apresentação de resultados positivos da Usiminas

 

 
O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais Dinis Pinheiro participou, nesta quinta-feira (3), de encontro da Associação dos Municípios do Vale do Aço (AMVA), ao lado de 70 prefeitos, vice-prefeitos, secretários, vereadores e lideranças da região. 
 
No encontro, o presidente da Usiminas, Sérgio Leite, apresentou os resultados da empresa no 2º trimestre de 2017, quando a companhia voltou a apresentar lucro após uma série de resultados negativos.
 
“Esse resultado é uma verdadeira lição para a administração pública por parte do presidente Sérgio Leite e de toda sua equipe de colaboradores. Lição de cidadania, de firmeza, de meritocracia, que fez com que a Usiminas voltasse a ter resultados positivos em 2017, em um exemplo para Minas e para o Brasil”, afirmou.
 
Dinis foi recebido pelo prefeito de Ipatinga, Sebastião Quintão, ao lado do ex-deputado estadual Luiz Carlos Miranda, conselheiro da Usiminas, e da direção da empresa.
 
Colaboradores e sociedade civil
 
Em seguida, Dinis participou da apresentação dos resultados para cerca de 500 funcionários e colaboradores da empresa. Na noite de quarta-feira (2), Dinis também acompanhou encontro da direção da Usiminas com representantes da sociedade civil. 
 
A Usiminas obteve no 2º semestre de 2017 lucro superior a R$ 700 milhões, no cálculo antes de considerados juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda).
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Juízes, por que não bloquear a conta do Estado?

Depois de esperar por nove anos e ainda abrir mão, em acordo judicial, de dois terços do valor que teria direito a receber, o comerciante Joaquim Daniel Lopes, de Governador Valadares acreditou que finalmente conseguiria liberar o depósito judicial bloqueado em conta do Banco do Brasil. De posse do alvará judicial, dirigiu-se à agência. Lá chegando, foi informado pelo gerente que o recurso não estava disponível.

A história, publicada na edição de 23 de março do Estado de Minas, assinada pelos repórteres Marcelo da Fonseca e Alessandra Mello, retrata o drama que hoje atinge milhares de Marias, Pedros e Joaquins. De todas as atividades e classes sociais, de pobres a ricos, são pessoas que conquistaram o direito após décadas de luta na Justiça. Entretanto, não conseguem concretizá-lo.

A situação dramática, que aponta para o descompasso das contas do Estado de Minas Gerais, tem consequências ainda não dimensionadas quanto ao sentimento de impotência do cidadão face à insegurança jurídica que o problema suscita. Como confiar no Estado que, sem conseguir honrar seus compromissos, tratou de utilizar os recursos de terceiros e não repô-los quando é chamado a fazê-lo? Como confiar na Justiça, se, na condição de fiel depositária dos recursos, não garante mais os pagamentos?

Temos instalada uma guerra judicial entre Banco do Brasil e o Governo de Minas, iniciada em outubro de 2015, quando a Assembleia Legislativa aprovou a Lei 21720/15, de interesse e iniciativa do governo de Minas, - aliás semelhante lei foi aprovada no Rio de Janeiro - que autorizava o uso de 70% do saldo dos depósitos judiciais. A mesma lei, considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), determinava que os 30% restantes fossem mantidos em conta para saldar os saques autorizados pela Justiça. Entretanto, o Banco do Brasil agora avisa que entre 2015 e 2016 essa reserva foi consumida com o pagamento dos alvarás do período. Por seu turno, o governo de Minas alega que o Banco do Brasil teria separado em outra conta os novos depósitos de ações posteriores a 2015, inviabilizando a recomposição do fundo.

Enquanto Banco do Brasil e Governo de Minas medem força, a população sofre. Já somam mais de 700 reclamações dirigidas à Ouvidoria dos Alvarás instalada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – seção Minas Gerais, de pessoas que não conseguem receber aquilo que têm direito, o que fez a instituição a notificar o governo de Minas para a recomposição do Fundo de Reserva dos depósitos judiciais, em prazo de 10 dias. Pesa ainda sobre o governador notificação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), de 23 de março, para a recomposição dos valores.

Será que realmente precisaríamos chegar a este ponto? O Estado de Minas Gerais se mostrou incapaz para negociar uma saída, - como por exemplo, depósitos mensais, que não prejudicassem o fluxo de caixa, para recompor o fundo. E, no limite, os juízes podem e devem recorrer ao Bacenjud, determinando o imediato bloqueio e a transferência de valores da conta do Tesouro Estadual para o beneficiário. Depois de passar por longa espera para a solução judicial do seu problema, que os Joaquins, as Marias, os Pedros, enfim, todos aqueles que estão nessa situação, não sejam obrigados a esperar mais, reféns, nesse caso, da falta de vontade política do governo de Minas para garantir o seu direito.

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Dívida Pública: Irresponsabilidade de alguns, sacrifício de todos

É notório que o acordo emergencial para aliviar os impactos das dívidas dos Estados com a União, proposto pelo presidente Michel Temer, trouxe algum alívio para os governadores dos estados brasileiros.  Mas, para além disso, a experiência adquirida nesse perdão temporário, pode se transformar em uma grande oportunidade para alavancar a destinação dessa grande soma de recursos (antes fadados à quitação de juros abusivos), em serviços públicos bem prestados. Isso romperia um sistema perverso de endividamento eterno, além de devolver aos brasileiros recursos gerados por meio de muito trabalho e impostos pagos por todos.

Desde 2011, temos alertado para o sufocamento a que os Estados estão submetidos, pelo acúmulo exorbitante em juros, dessas dívidas com a União. Durante três anos, enquanto presidíamos a Assembleia, buscamos sensibilizar o governo federal a repactuar os montantes, por meio de um grande movimento em prol da revisão dos indexadores afixados na última renegociação, ocorrida nos anos 1990. Chamamos à atenção para o que comparamos a uma verdadeira agiotagem praticada pela União em detrimento dos Estados brasileiros. Quanto mais se paga, mais se deve, o que torna impossível a quitação de um débito que passa a ser infindável.A dívida pública de Minas já ultrapassa a marca dos R$ 103 bilhões. Já pagamos mais de R$ 32,7 bilhões, desde 2010, e ainda nos serão cobrados cerca de R$ 55,5 bilhões nos próximos seis anos (70% a mais do que conseguiu executar no mesmo período anterior). Impagável.

         Pensemos na destinação dessa soma voluptuosa de recursos públicos em investimentos empreendidos na saúde, educação e segurança. Ou vislumbremos esses mais de R$ 100 bilhões aos quais ainda estamos obrigados, investidos em educação, saúde, em infraestrutura e diversificação econômica em Minas Gerais, gerando emprego e renda para a população.

É preciso que o Brasil inicie uma nova era, em que a confiança, a previsibilidade e a segurança jurídica nas relações econômicas estejam em evidência. Mas não podemos olvidar a irresponsabilidade sobremaneira constatada de alguns gestores públicos de todos os níveis da Federação, que comprometeram esta e as próximas gerações com uma irresponsável falta de planejamento na gestão dos recursos, e inúmeros casos de corrupção.

A suspensão do pagamento mensal das parcelas dos Estados até o fim do ano que vem é um paliativo para impedir que os Entes Federados sucumbam diante da crise por que passam. E essa conta, querendo ou não, é de todos os brasileiros, trabalhadores, donas de casa, professores, homens do campo, estudantes, empresários, que contribuem exaustivamente e não são correspondidos por um Estado inchado e ineficiente. Só mudaremos este círculo vicioso com cidadãos mais ativos e participativos com os destinos da nação. Com suor e amor, incansavelmente, desta responsabilidade não podemos nos omitir!

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Você sabe o que é foro privilegiado?

Quando um cidadão acusado da prática de um delito é convidado a ocupar um cargo que lhe dê foro especial, isto é, dê-lhe a possibilidade de livrar-se da Justiça de primeira instância e de responder em um tribunal, e se a finalidade do ato administrativo de nomeação foi deturpada, ou seja, visou tão somente a concessão do foro privilegiado, ocorre o que no direito se chama ‘desvio de finalidade’. A consequência jurídica dessa deturpação do objetivo é a nulidade do ato.

 

A Lei da Ação Popular, 4.717, de 1965, afirma que é nulo o ato administrativo praticado com desvio de finalidade e no artigo 2º, parágrafo único, alínea “e” explicita que:

 

e) o desvio de finalidade se verifica quando o agente pratica o ato visando o fim diverso daquele previsto, explícita ou implicitamente, na regra de competência.

 

Resta apenas saber como, no caso concreto, se concluirá pela existência ou não de dissimulação. Evidentemente, o ato sempre será editado com base em premissas falsas, aparentemente verdadeiras.

 

A resposta está na análise das circunstâncias.

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A CPMF E O APLAUSO DOS DESCONTENTES

Foi sob coro de vaias e “aplauso dos descontentes”, como diria Nelson Rodrigues, que a presidente Dilma Rousseff defendeu a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), na abertura dos trabalhos do Congresso Nacional, no último dia 2. Também, pudera. Nada razoável o fato de que o tributo, extinto há oito anos, seja solução para a retomada do equilíbrio das finanças da União. Ela gasta mal e nós pagamos a conta.

Despejar sobre os ombros da população brasileira mais essa responsabilidade, além de fardo, é desrespeito. Sobretudo, em um País cujo recurso público desviado ultrapassa em pelo menos seis vezes o montante que o governo espera arrecadar. Sobretudo, em uma federação que concentra recursos na União, sufocando Estados e Municípios na implementação de políticas públicas.

A proposta da presidente desagrada não apenas por prejudicar ainda mais os menos favorecidos, já que esses serão os que mais sentirão os efeitos do aumento do tributo. A CPMF é contestada por especialistas, uma vez que possui o agravante do efeito cascata. Na cadeia de fabricação do pãozinho, por exemplo, o produtor de trigo paga CPMF ao comprar insumos; o fabricante da farinha paga de novo ao comprar o trigo; o proprietário da padaria repassará o valor a mais da CPMF para o preço final do pãozinho, gerando mais inflação e prejudicando a todos.

Curioso notar que enquanto o Governo pretende arrecadar R$ 30 bilhões para o equilíbrio fiscal com a CPMF, dado do Procurador da República Deltan Dallagnol (chefe da força-tarefa do Ministério Público Federal na Operação Lava Jato) nos revela que nada mais do que R$ 200 bilhões escoam, ano após ano, pelos ralos da improbidade e da prevaricação nas instituições brasileiras. Sem contar que, desde a sua implementação, em 1997, o tributo perdeu sua função inicial e passou a contribuir inclusive para o superávit primário. Antes da extinção da cobrança, o site Contas Abertas publicou relatório (2007) apontando que R$ 33,5 bilhões arrecadados com a CPMF foram desviados de sua função.

Além das razões apontadas, há um agravante que deslegitima e esvazia argumentos para ressuscitar o tributo. É que o Brasil ocupa a última posição na lógica “recolhimento de impostos versus benefícios para a sociedade”, de acordo com estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). O trabalho valida a ineficiência do Estado brasileiro em administrar os recursos adquiridos através de seus contribuintes, traduzindo em serviços públicos de qualidade todo o esforço financeiro despendido pelos cidadãos. Infelizmente, o perfil da política tributária brasileira apequena-se ao acúmulo de caixa e à concentração de renda pela União; em detrimento da otimização da máquina estatal, com uma gestão eficiente.

Aqui, trabalha-se cerca de 150 dias por ano (medidos pelo site impostômetro.com.br) apenas para pagar os mais de 90 tributos, entre impostos, taxas e contribuições, que financiam essa lógica perversa do Estado brasileiro, cujo governo federal se mostra cada vez mais insensível e incompetente para solucionar a grave crise atual e atender aos anseios da população por uma sociedade mais justa e menos desigual. 

 

Dinis Pinheiro 

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2015: o ano que não acabará

Democracia forte e real tem como umas das características mais importantes processos eleitorais em que são debatidas análises conjunturais, institucionais e apresentadas propostas programáticas seguindo o pensamento doutrinário do partido ou coligação representado pelos respectivos candidatos.  

E de imediato proclamado o resultado em consonância com a vontade majoritária, vira-se a página para outra em que há grande expectativa, principalmente para eleitos a cargos majoritários do poder executivo a implementação de mudanças que proporcionem ou ao menos sinalizem melhora na qualidade de vida dos cidadãos. E sempre ancorada pelo binômio liderança e planejamento.

O Brasil, com suas especificidades e jabuticabas que nem sempre são positivas, trouxe à tona em 2014 nos debates presidenciais uma desconexão total com a realidade por parte da candidata à reeleição presidencial.

E contrariando a lógica democrática e a expectativa cidadã, prevaleceu as então frágeis e vazias propostas apresentadas, ancoradas pelo marketing cinematográfico e pelo nefasto maniqueísmo do "nós contra eles", dos otimistas contra os pessimistas, dos defensores dos pobres e o dos ricos. 

A realidade demonstra é que desde a vitória eleitoral da atual presidente, o Brasil apregoado na campanha ruiu como um simples sopro destrói um castelo de cartas.

Sentimentos afloram na quase totalidade dos brasileiros, seja de indignação, raiva, surpresa, desanimo, tristeza, medo, insegurança e descontentamento. Sonhos que são adiados ou cancelados, endividamentos e perda de emprego que comprometem a saúde de toda a família, gerando enorme desconfiança acerca do futuro.

Neste momento mais difícil da historia recente brasileira, combinando ingredientes políticos e econômicos, é que o binômio liderança e planejamento sobressaíssem por parte da detentora do cargo mais alto da república.

E o que é facilmente perceptível, e até mesmo irrefutável, é a ausência total destes dois elementos indispensáveis para um presidente conduzir o país neste momento. Quanto ao planejamento, a improvisação na gestão pública fica evidente, com número excessivo de ministérios, programas sobrepostos, falta de monitoramento nos serviços prestados. Metas e ferramentas de governança passam longe ou não tem qualquer guarida na agenda governamental. Ao desconectar de forma irresponsável aspectos orçamentos e fiscais com projetos, programas e ações, o caos anunciado por muitos, que foram chamados de pessimistas ou desinformados, se confirmou, trazendo seríssimas consequências.

Quanto ao aspecto da liderança, característica essencial aos agentes políticos, percebemos sua ausência total por parte da atual presidente. Não demonstrou a menor aptidão para montar uma boa equipe presidencial, na articulação de agendas prioritárias junto ao congresso nacional, aos partidos políticos e aos atores econômicos e sociais. A capacidade de ouvir, reformular e conduzir todos rumo a um mesmo objetivo são substituídos pela arrogância e desmerecimento à inteligência alheia, desconsiderando que política é a arte da convergência e dos consensos.

Frágil liderança, ausência de planejamento e falta de compromisso com o interesse público, exemplificada por uma concepção nefasta do poder como um fim em si mesmo, e não como meio para proporcionar melhorias aos cidadãos, constituem terreno fértil para a corrupção.

A brutal crise de valores com que vive o país, fomentada por criminosos que se apossam de mandatos para benefícios pessoais e ou partidários, vêm roubando a esperança e podando os sonhos dos brasileiros, sejam eles trabalhadores, aposentados, estudantes ou donas de casa. Chegou o momento do basta e de apoio total das pessoas de bem às instituições brasileiras que lutam para extirpar este câncer da sociedade brasileira.

O ano de 2015 foi vendido na eleição presidencial como a continuidade da bonança e do primor com que o Brasil vinha sendo governado. O pesadelo e a realidade chegaram. Mentem de novo os que dizem que em 2016 ou 2017 tudo estará em conformidade.

2015 não acabará. Dificuldades e desafios seguirão aos anos sequentes. O que medirá a extensão e a efetividade das ações propostas está diretamente relacionada ao binômio liderança e planejamento de quem estará ocupando o mandato de líder maior da nação, seja da atual ou não, sempre em conformidade com o Estado Democrático de Direito.

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